Líder do PMDB diz que é preciso deixar o pastor Feliciano trabalhar

31/03/2013 22:09

O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), adotou discurso contrário ao do presidente da Casa e seu correligionário, Henrique Eduardo Alves (RN), e defendeu que não há o que fazer para forçar a saída do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) do comando da Comissão de Direitos Humanos.


 

 

Há mais de 20 dias, Feliciano é alvo de protestos que o acusam de racismo e homofobia. Ele nega as acusações e diz que não deixará o cargo.


 

Alves fez apelos para a renúncia de Feliciano, disse que a situação dele era insustentável e marcou reunião com os líderes da Casa para terça-feira, 2. A ideia é pressionar pela saída.


 

Um dos líderes da bancada evangélica, Cunha afirma que a discussão agora tem de ser sobre o trabalho de Feliciano na comissão. Todo parlamentar está apto a presidir uma comissão, afirmou.


 

Já para o presidente da Câmara dos Deputados, a Casa não pode enfrentar essa sequência de protestos cada vez mais radicais.


 

O líder do PMDB concorda que os protestos estão mais tensos, mas, para ele, o tempo acaba resolvendo e é preciso deixar o deputado mostrar seu trabalho. “Os protestos estão virando desrespeito. Protestam contra a permanência dele, mas nem deixam que ele se manifeste”, apontou.


 

Na última quarta-feira, 27, o pastor determinou à Polícia Legislativa que detivesse manifestante que fazia protesto contra ele durante sessão da comissão. Marcelo Régis foi levado a prestar depoimento depois que chamou Feliciano de racista. (da Folhapress)