Obama quer ofensiva para aprovar reforma

26/01/2013 09:36

Atualmente, um grupo bipartidário de oito senadores examina uma proposta de lei de imigração concreta

O democrata não cumpriu sua promessa de realizar a reforma no seu primeiro mandato, mas ordenou o adiamento das deportações e se focou nas leis migratórias contra pessoas com antecedentes criminais FOTO: REUTERS


Washington O presidente Barack Obama afirmou, ontem, que não há desculpa para atrasar a reforma migratória nos Estados Unidos, e que será uma das prioridades de seu segundo mandato, durante uma reunião com legisladores hispânicos na Casa Branca.

Obama "destacou que não há desculpa para não agir ou adiar" durante a reunião com os membros do chamado "caucus hispânico", um grupo que reúne legisladores de origem hispânica do Congresso americano, indicou um comunicado da Casa Branca. O presidente garantiu que continuará a liderar os esforços para uma reforma migratória, que deverá incluir uma via para a obtenção da cidadania para os imigrantes sem documentação, indicou o texto.

Obama viajará na próxima terça-feira a Nevada, um estado com forte presença de latinos, para seguir impulsionando a reforma, acrescentou a nota da Casa Branca. O presidente pretende usar sua viagem a Las Vegas para "redobrar nossos esforços para tornar realidade uma reforma abrangente na imigração", segundo o porta-voz presidencial Jay Carney.

Ele disse que as propostas de Obama se baseiam num "esboço" que o presidente apresentou em um discurso em 2011 na fronteira do Texas com o México, mas que nunca foi transformado em legislação.

Os congressistas do caucus hispânico asseguraram que, na reunião, Obama lhes havia garantido que esta reforma será sua prioridade legislativa, de acordo com um comunicado do grupo. "Deixamos claro que qualquer lei que não inclua um caminho para a cidadania não terá nosso apoio", indicou o presidente do caucus, o democrata Rubén Hinojosa.

Depois de iniciar seu segundo mandato nesta semana, Obama prometeu que começaria a atuar por uma reforma migratória que permita formalizar a situação dos mais de 11 milhões de sem documentos do país, boa parte deles latino-americanos.

"Nas próximas semanas e meses, o caucus hispânico se manterá comprometido com uma reforma migratória integral e dedicaremos todos os nossos esforços para garantir que o presidente Obama receba uma lei para promulgá-la", disse Hinojosa.

Obama não cumpriu sua promessa de realizar a reforma no seu primeiro mandato, marcado por fortes choques com a oposição republicana, mas ordenou o adiamento das deportações e se focou nas leis migratórias contra pessoas com antecedentes criminais. Atualmente um grupo bipartidário de oito senadores examina uma proposta de lei concreta, segundo fontes.

"Temos uma oportunidade única de finalmente colocar o governo do lado dos imigrantes trabalhadores. Temos que trabalhar juntos, o presidente, o Congresso, republicanos e democratas, para fazer algo de imediato", disse o congressista Luis Gutiérrez, um dos principais motivadores da reforma.