Adolescente de 14 anos cria rede social na Internet

Adolescente de 14 anos cria rede social na Internet

Ele pediu o cartão de crédito sem dizer o que iria comprar. Quando a mãe decidiu perguntar o motivo do gasto, o site estava no ar. Programador autodidata de 14 anos, Augusto Monteiro Nobre decidiu criar uma rede social: o site “Big Wold”. O dinheiro era para hospedar o site na Internet. O resto, concepção e criação, foi puro empenho e criatividade do menino.

 

O estudante de Morada Nova, no Vale do Jaguaribe, explica que até tentou nomear o site de “Big World”, mas o domínio na Internet já existia. Ficou Wold mesmo, e 129 pessoas já entraram na rede, até ontem. Como todo bom site do gênero, no Big Wold é possível fazer amigos, bater papo, cadastrar currículo e compartilhar músicas e vídeos – além de mandar beijo e piscada de olho.

 

Fã de computador desde os três anos, Augusto conta que descobriu aos sete que queria trabalhar pelo resto da vida com computação e robótica. E já acumula experiência. O estudante desenvolveu sistema de gerenciamento de folha de pagamento da empresa do tio e outro que controla aluguel em biblioteca. Ele conta também que começou um projeto de robô, mas parou porque não encontrou em Morada Nova as peças necessárias.

 

Criação e exemplo
Augusto diz que decidiu criar o site, há cerca de 20 dias, para dar exemplo a pessoas da sua idade. “Pensei: vou tentar criar alguma coisa no computador para mostrar que não só o crime e a droga são caminhos. Queria mudar o pensamento das crianças”, aponta o menino, que faz o 1º ano do Ensino Médio. Ele conta que vem divulgando o site em escolas e eventos na cidade onde mora. Além de pessoas de Morada Nova, o site reúne gente de Limoeiro do Norte, Goiânia e São Paulo.

 

O estudante é tão fera em programação que até responde questões de prova do primo Jefferson Nobre, estudante de engenharia civil. O programador-mirim desenvolve em pelo menos quatro linguagens de programação. E quer aprender outras, para tornar o “Big Wold” mais seguro.

 

No vasto mundo que Augusto desenha em algoritmos e códigos, cabe o sonho de fazer três graduações: engenharia de software, engenharia eletrônica e mecatrônica. “E ele não muda a opinião dele de ser cientista”, acrescenta a mãe, a microempresária Márcia Monteiro.

 

Márcia conta que o filho começou a desenvolver programas para provar a quem duvidava de que ele não era capaz. Segundo ela, Augusto se espelha em Steve Jobs, presidente da empresa de tecnologia Apple, morto em outubro de 2011.

 

“Quando ele morreu, o Augusto disse: ‘mãe, sou fã desse homem. Ainda vou criar algo parecido com as coisas do Steve. A senhora vai ver que eu vou criar’”, relembra Márcia.