Cid fala em dificuldade e vai conversar com PSB

Cid fala em dificuldade e vai conversar com PSB

A definição sobre a manutenção da aliança entre PT e PSB em Fortaleza, que poderia ocorrer ontem em café da manhã entre o governador Cid Gomes (PSB) e a prefeita Luizanne Lins (PT), acabou sendo adiada. Durante o encontro, o governador expôs para a prefeita que ainda conversará com o PSB. “Coloquei (para Luizianne) as dificuldades que existem no partido em relação a forma como estava sendo conduzida (a escolha do candidato petista)”, frisou Cid, durante entrega de conjunto habitacional, ontem, no Maranguapinho.


Depois do anúncio, no último domingo, do nome do secretário municipal de Educação, Elmano de Freitas, como pré-candidato oficial do PT para a sucessão na Capital, o PSB reagiu e já marcou encontro para a próxima segunda-feira entre toda a cúpula do partido no Ceará e o governador, que levará para os membros do PSB a sua opinião sobre o futuro da sigla nessas eleições na Capital.


“Fortaleza é um caso que a gente precisa examinar com muita cautela e me comprometi de levar à direção do PSB”, disse Cid, acrescentando que a conversa com Luizianne não foi “conclusiva”.


Apesar disso, o governador manifestou o desejo de manter a aliança e afirmou que, até 30 de junho, prazo máximo para que ocorram as convenções partidárias, vai trabalhar dentro do seu partido para isso.


Durante coletiva do PT após o café com Cid Gomes, o presidente nacional da sigla, Rui Falcão, que junto com o deputado federal José Guimarães (PT) participou do encontro na residência oficial do governador, disse confiar no peso da opinião de Cid junto ao PSB. “Ele foi muito sincero quanto a isso”, reforçou Falcão.


Por meio de sua conta pessoal no Facebook, o irmão do governador, Ivo Gomes (PSB), já deixou a sua opinião quanto à manutenção da aliança: “Meu voto é não à continuidade!”.


Ontem, a prefeita afirmou que manifestou a Cid a sua insatisfação com as críticas recorrentes dos irmãos do governador a sua gestão. “Se a aliança continuar, eu não vou mais aceitar isso”, ponderou. (Colaborou Geimison Maia)