Com atraso, corpo de filho de Alckmin é enterrado no interior de São Paulo

Com atraso, corpo de filho de Alckmin é enterrado no interior de São Paulo

PINDAMONHANGABA - O corpo do filho caçula do governador Geraldo Alckmin, Thomaz Rodrigues Alckmin, morto nessa quinta-feira, vítima de um acidente de helicóptero em Carapicuíba, foi sepultado nesta sexta-feira, 3, em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. 

O caixão chegou em cortejo do velório municipal da cidade, carregado pelo governador, por dona Lu, e os irmãos de Thomaz, Sophia e Geraldo Neto.

Alckmin ajudou a descer o caixão do carrinho e a colocá-lo dentro do túmulo da família. Thomaz foi enterrado no mesmo jazigo que estão os pais do governador, às 19 horas.

Enquanto o coveiro fechava a cova, Alckmin permaneceu de cabeça baixa, abraçado à filha Sophia e ao marido dela. Dona Lu ficou mais ao lado, abraçada com Geraldo Neto e a nora. Todos estavam muito abatidos, mas não choraram.

Em seguida, os familiares rezaram a oração do pai-nosso e uma ave-maria. Alckmin, ao término das orações, beijou o túmulo.

Alckmin e dona Lu receberam vários abraços. "A parte mais difícil para o governador foi ao abraçar Geraldinho (filho mais velho)", disse o secretário de Transportes, Duarte Nogueira, que acompanhou o sepultamento próximo aos parentes. Ao deixar o local, o governador foi aplaudido por pessoas que acompanhavam a cerimônia.

Atraso. O enterro começou com duas horas de atraso. Estava programado para às 17h. O atraso foi provocado pela vinda da filha mais velha de Thomaz - Isabella Trombelli, de 10 anos - que mora com a mãe na Noruega. Até às 17h, ela ainda não havia desembarcado no Brasil. 

Os parentes decidiram então realizar um segundo velório do corpo de Thomaz em Pindamonhangaba até a chegada da filha dele. O corpo do filho do governador já tinha sido velado em São Paulo desde quinta. 

Ao chegar em São Paulo, Isabella se recusou a ir para a cidade do interior de helicóptero e o sepultamento ocorreu sem que ela se despedisse do pai. Cansados da espera, muitas das pessoas sentaram em túmulos, no cemitério já escuro. Algumas foram embora.

No velório em Pindamonhangaba, foi realizada uma pequena cerimônia religiosa celebrada por Dom Raimundo Damasceno e padre Antonio Maria. Alckmin se emocionou bastante ao abraçar uma de suas irmãs. 

Aliados do governador afirmaram após o término do sepultamento que Alckmin recebeu a informação sobre a morte do filho por José Roberto, chefe da Casa Militar, que acompanhava o tucano numa agenda oficial em Catanduva. José Roberto foi quem também avisou Alckmin da morte do então governador Mario Covas, em 2001. Na época, Alckmin era vice.

Alckmin teria recebido a informação por volta das 19h40, duas horas depois da queda do helicóptero que matou o filho.

Acidente. Além de Thomaz, estavam no aparelho o piloto e três mecânicos. Ninguém sobreviveu. O acidente ocorreu às 17h10, em um condomínio do município de Carapicuíba, na altura do km 26 da Rodovia Castelo Branco. A aeronave chegou a atingir duas casas – uma pronta, outra em construção –, mas ninguém em solo ficou ferido. O acidente ocorreu durante um voo de teste, após o helicóptero passar pela manutenção preventiva.

O helicóptero pertencia à Seripatri Participações, empresa de investimentos de José Seripieri Jr., fundador da Qualicorp, que administra planos de saúde coletivos. Morreram ainda no local o piloto Carlos Haroldo Isquerdo Gonçalves, de 53 anos, e o mecânico Paulo Henrique Moraes, de 42, ambos da Seripatri, além de Erick Martinho, de 36, e Leandro Souza, de 34, mecânicos da Helipark, empresa de manutenção.

Fonte: Msn