Greves deixam seis países do Sul da Europa sob paralisação

Greves deixam seis países do Sul da Europa sob paralisação

Milhões de trabalhadores começaram ontem greves greve no Sul da Europa, convocados pelos principais sindicatos dos respectivos países para protestar contra medidas de austeridade financeira aplicadas pelos governos nacional.

 

Na Espanha e em Portugal, paralisações gerais foram constatadas e filiados a sindicatos na Grécia, Itália, França e Bélgica também se mobilizaram nas ruas em protesto, na data que foi formalizada pelas centrais operárias de Dia Europeu de Ação e Solidariedade.


A greve geral convocada na Espanha teve confrontos com a Polícia por todo o país, nos quais 32 pessoas foram detidas e 12 ficaram feridas, sendo quatro delas policiais. Os protestos foram convocados pelos maiores sindicatos e organizações sociais do país e se colocam contra as políticas de cortes do primeiro-ministro Mariano Rajoy.


É a segunda paralisação geral desde que Rajoy assumiu o país, em dezembro de 2011, e a nona greve realizada na Espanha desde o início da crise econômica europeia. O desemprego no país já atingiu a marca de 25%.


A diretora-geral de Política Interior da Espanha, Cristina Díaz, disse que os serviços mínimos estavam sendo cumpridos e que não havia grandes alterações na vida cotidiana do país.


A greve causou o cancelamento de 131 voos nas primeiras horas do dia. Das 2.322 operações de decolagem e aterrissagem programadas para ontem, 1.344 são consideradas serviços mínimos e não devem ser afetadas.


O secretário-geral do sindicato CCOO, Ignacio Fernández Toxo, acusou o governo de aplicar “medidas suicidas” contra a população. O líder da central UGT, Cándido Méndez, pediu aos manifestantes uma “greve de consumo”, boicotando compras durante o dia.


O transporte público português foi reduzido drasticamente, embora o tráfego de veículos apresentasse os congestionamentos habituais nas principais cidades do país, como Lisboa e Porto.


A Confederação Geral de Trabalhadores de Portugal convocou a greve, a terceira do ano, para se manifestar contra a política de austeridade financeira do governo conservador do país. As ferrovias locais e interurbanas foram fortemente afetados pela greve.


Na Grécia, onde uma grande paralisação de dois dias ocorreu há uma semana, as maiores centrais sindicais convocaram uma parada de três horas nos serviços. (das agências de notícias)