Há risco de novos focos no Centro

Há risco de novos focos no Centro

Carmiana Lima de Oliveira reviveu no fim de semana o terror que passou há mais de três anos, quando a loja que tinha na rua Barão do Rio Branco foi atingida pelo incêndio do imóvel vizinho. Na época, perdeu todos os produtos.

 

Ela trabalha em uma loja na Castro e Silva, defronte às que foram consumidas pelo fogo na madrugada do sábado. “Tive que ver essa cena de novo; fiquei muito nervosa. Você perde o chão, sofre com a dor dos outros. É muito tempo para construir, mas vai embora em poucos segundos”, comentou na calçada, observando o trabalho dos Bombeiros.


Desde a manhã de sábado, os bombeiros estão no local, que continuará sendo acompanhado por equipes 24 horas até que a volta das chamas seja descartada.


A fumaça contínua e os focos de chama que surgiram na área são consequências do material em combustão que está sob os escombros. “A gente apaga e, 30 minutos depois, reinicia”, citou o bombeiro Lucas Filho.


Ele indicou que, enquanto não mexer nos escombros, a situação de fumaça e a retomada de chamas continuará, podendo se arrastar por até 15 dias. Como o trabalho é em conjunto, só será possível mexer nos escombros após o trabalho da Perícia.


Na manhã de ontem, equipes da Defesa Civil e da Perícia vistoriavam o local. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o laudo só será emitido daqui a 30 dias.


Desde o incêndio, a área está sem energia. Segundo Eduardo Gomes, responsável pela operação das redes de alta e média tensão da Coelce, o fornecimento foi cortado por pedido do Corpo de Bombeiros. Ele explicou que, em situações de incêndio, a probabilidade de estrago da parte estrutural é alta. Assim, podem surgir curto-circuitos e até novos incêndios.


A Secretaria Executiva Regional do Centro (Sercefor), por meio da assessoria de imprensa, indicou que, para abrir um ponto comercial, são pedidos documentos como um certificado de segurança, emitido pelo Corpo de Bombeiros, que possui uma lista de exigências, além da vistoria.


Conforme os bombeiros, há uma preocupação maior no Centro, pois os prédios são antigos. Muitos datam da década de 1950, quando não existia um Código de Segurança contra incêndios.