Irmão de Mução assume autoria dos crimes, diz PF

Irmão de Mução assume autoria dos crimes, diz PF

O radialista Rodrigo Vieira Emerenciano, conhecido como Mução, foi liberado pela Polícia Federal (PF) de Pernambuco às 21 horas de ontem, após seu irmão assumir a autoria dos crimes de pedofilia que o levaram a ser preso pela Polícia Federal, em Fortaleza, na última quinta-feira, durante a operação denominada de DirtyNet (Internet Suja).

 

As informações foram divulgadas por agentes da Polícia Federal, durante uma entrevista coletiva, realizada na noite de ontem, em Recife (PE), para onde Mução havia sido transferido pela manhã.

 

Segundo informações da assessoria de imprensa da PF de Recife, o depoimento do irmão do comunicador foi colhido durante o dia de ontem, na Superintendência da Polícia Federal, em Fortaleza. O novo acusado, por sua vez, foi indiciado e não ficou detido, pois o flagrante do crime não foi configurado.

 

Em nota encaminhada à imprensa, a Polícia informou que, após a prisão de Mução, foram realizadas buscas e interrogatórios, mediante uma hipótese levantada pelo próprio radialista, de que outras pessoas pudessem ter acessado seus dados e praticado os crimes em seu nome.

 

Desta forma, após novas diligências, se chegou até o irmão do comunicador, que foi intimado a depor e confessou o crime. Conforme a PF, o novo acusado ocupava um cargo de direção na empresa de Mução e tinha acesso “amplo e irrestrito” à residência e local de trabalho, bem como aos dados pessoais do comunicador.

Mução falará hoje
Segundo informações da PF, ao ser liberado, o radialista Rodrigo Vieira não quis falar coma imprensa. Porém, os advogados do comunicador teriam anunciado que uma entrevista coletiva seria concedida por Mução hoje.

 

Dentre os crimes de pedofilia que agora deve responder o irmão de Mução estão o acesso e compartilhamento de imagens contendo crianças, adolescentes e até bebês em contexto de abuso sexual. A operação da PF desarticulou uma quadrilha que atuava em 11 estados brasileiros, Distrito Federal e outros 34 países. Foram presas 32 pessoas.