Morre aos 91 anos no Rio cardeal emérito dom Eugênio Sales

Morre aos 91 anos no Rio cardeal emérito dom Eugênio Sales

Morreu no final da noite de segunda-feira, aos 91 anos de idade, o cardeal dom Eugênio de Araújo Sales, arcebispo emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro, da qual foi titular de 1971 a 2001. Dom Eugênio morreu de enfarte na residência dele no bairro do Sumaré, Zona Norte da capital fluminense. O velório acontece na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Centro do Rio. Nascido em Acari, no Rio Grande do Norte, em 8 de novembro de 1920, dom Eugênio ingressou no Seminário Menor de Natal, em 1936. Após o Curso de Humanidades, foi enviado ao Seminário Maior da Prainha em Fortaleza. Lá permaneceu de 1937 a 1943. Ele voltou à capital cearense na visita do papa João Paulo II, em 1980. Sua ordenação diaconal aconteceu no dia 16 de março de 1943 e, em novembro do mesmo ano, foi ordenado sacerdote em Natal.


 

 

Em agosto de 1954, aos 33 anos, foi nomeado pelo papa Pio XII bispo titular de Tibica e auxiliar de Natal. Dom Eugênio exerceu a função de administrador apostólico da Arquidiocese de Natal entre 1962 e 1964, quando foi designado administrador apostólico da Arquidiocese de Salvador. Quatro anos mais tarde, foi escolhido pelo papa Paulo VI, arcebispo de Salvador e primaz do Brasil. No dia 13 de março de 1971, foi nomeado arcebispo do Rio também por Paulo VI, o que que ocupou até julho de 2001.


 

Velório

Cerca de 500 pessoas acompanharam ontem à tarde a primeira missa em homenagem a dom Eugênio. O governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), e o prefeito da capital, Eduardo Paes (PMDB), participaram da cerimônia. O corpo do prelado chegou à Catedral às 12 horas. Durante o cortejo, uma pomba branca pousou sobre o caixão e ali ficou por quase toda a cerimônia, que durou cerca de uma hora e meia.
 

 

A ave foi levada pelo assessor da presidência da Cruz Vermelha do Rio, Gilberto de Almeida, 60. Ele disse que levou o pássaro em homenagem ao cardeal, por ter “lutado tanto pelas causas humanitárias”. “Pedi para soltar a pomba depois do Hino Nacional. Quando terminou, soltei ela, mas ela parou e ficou sobre o caixão. Não sei como isso aconteceu”, disse ele. Almeida disse ter sido uma das pessoas que recebeu apoio de dom Eugênio durante enchentes no Rio de Janeiro. (das agências de notícias)