Morrem 7 em ataque a israelenses na Bulgária

Morrem 7 em ataque a israelenses na Bulgária

Pelo menos sete pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas ontem num atentado contra turistas israelenses no aeroporto de Burgas, na Bulgária, às margens do mar Negro. Segundo o ministro das Relações Exteriores búlgaro, Nikolay Mladenov, a explosão foi causada por uma bomba colocada em ônibus que transportava visitantes, os quais tinham desembarcado de um voo proveniente de Israel.


 

 

“No local da explosão, seis corpos foram encontrados e uma outra pessoa, que tinha ficado gravemente ferida, morreu no hospital. Duas pessoas com ferimentos graves estão na unidade de tratamento intensivo (UTI) e outras 30 permanecem hospitalizadas”, segundo a Chancelaria búlgara em Sófia.


 

No total, 154 passageiros estavam no avião, incluindo um norte-americano, um italiano, um eslovaco, oito crianças e um bebê. As vítimas, que chegaram em um voo que havia aterrissado pouco antes das 17 horas locais (11 horas de Brasília), estavam sendo levadas de coletivo para o receptivo no terminal do aeroporto, indicou o Ministério do Interior.


 

O prefeito de Burgas, Dimitar Nikolov, que estava no aeroporto no momento do incidente, disse que a detonação foi acionada quando os turistas estavam entrando no veículo e colocando suas malas no bagageiro, onde as autoridades suspeitam que os explosivos estariam escondidos.


 

Esse foi o primeiro atentado contra israelenses em solo búlgaro. Contudo, Danny Shenar, chefe do serviço de segurança no Ministério dos Transportes israelense, revelou no início do ano uma tentativa de atentado a bomba contra turistas do Estado judeu em 3 de janeiro na Bulgária: um artefato explosivo foi descoberto depois de ter sido escondido em um ônibus que transportaria turistas israelenses da fronteira com a Turquia para uma estação de esqui búlgara. Mas, as autoridades do país desmentiram essa informação em seguida.


 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou oficialmente a República Islâmica do Irã: “Todos os sinais conduzem ao Irã”, declarou o chefe de governo. O atentado na Bulgária coincide com o 18º aniversário da explosão em 1994 contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em Buenos Aires, que deixou 85 mortos e 300 feridos. Na ocasião, os israelenses também culparam o Irã.


 

Os norte-americanos condenaram o ataque “contra pessoas inocentes, sobretudo, crianças, nos termos mais fortes”, declarou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.


 

Em anos recentes, o litoral búlgaro às margens do mar Negro tornou-se um ponto turístico popular entre israelenses. Os dois países mantêm excelentes relações. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Bulgária foi o único aliado da Alemanha a ter salvado judeus dos campos de concentração nazistas, o que é lembrado regularmente durante contatos bilaterais com Israel. (das agências de notícias)