Policiais mortos em ataques em Paris recebem homenagem

Policiais mortos em ataques em Paris recebem homenagem

Os três policiais que morreram na semana passada em Paris vítimas dos ataques terroristas registrados na França foram homenageados nesta terça-feira (13) na capital francesa. O presidente François Hollandeparticipou da cerimônia, que contou com a presença das Forças Armadas.

A homenagem acontece na sede da polícia de Paris, e tem a presença das famílias das vítimas.

"Nossa grande e bela França não quebra jamais, não cede jamais, não se curva jamais. Ela enfrenta, ela está de pé", ressaltou o chefe de Estado, considerando que "a ameaça ainda existe", do "exterior" e do "interior", após os atentados que causaram 17 mortes no total.

Os caixões dos três policiais foram cobertos pela bandeira francesa. Dois deles foram mortos no ataque ao jornal “Charlie Hebdo”. Ahmed Merabet, 40 anos, estava na rua e tentou deter os atiradores quando eles deixaram o prédio, mas foi executado; Franck Brinsolaro, 49 anos, era encarregado da proteção do diretor do jornal e chargista Charb. O agente era veterano de missões na Bósnia e no Afeganistão.

Já policial Clarissa Jean-Phillipe morreu em um tiroteio em Paris, na quinta-feira (8). Segundo os jornais franceses, o autor do ataque é Amedy Coulibaly.

Em discurso, Hollande informou que os policiais foram postumamente incluídos na lista da Legião da Honra da França por sua coragem. “Ahmed Merabet, em nome da República Francesa, nós fazemos de você um cavaleiro da Legião da Honra”, disse o presidente, antes de colocar uma medalha no caixão. A mesma condecoração foi oferecida aos outros dois policiais mortos. Ela é a maior distinção do país.

“Clarissa, Franck e Ahmed morreram para que possamos viver livres”, disse Hollande. "Três policiais que ilustram o que é o profissionalismo, a devoção e o apego aos valores que fundam nossa República", disse o presidente.

"Esta mulher, esses homens, compartilhavam uma vontade, a de proteger seus concidadãos, eles compartilhavam um ideal, o de servir à República", declarou o presidente que saudou "três policiais, três percursos, três rostos da França".

Outras 14 pessoas morreram nos ataques da última semana em Paris - 10 na redação do "Charlie Hebdo" e quatro judeus que foram feitos reféns em um mercado da capital francesa por Coulibaly, que foi morto na ação.

Além deles, os irmãos Chérif e Said Kouachi, autores do ataque contra o jornal, foram mortos na sexta-feira (9) após serem cercados pela polícia em uma empresa ao norte de Paris.